CÂNCER DE PRÓSTATA

O câncer de próstata é o tumor maligno mais freqüente nos homens e atinge cerca de 10% da população masculina com 50 anos, 30% com 70 anos e 100% dos que chegam aos 100 anos.Atualmente vivem no Brasil cerca de 12 milhões de homens com mais de 50 anos, sendo que dois milhões deles serão atingidos pelo câncer da próstata. Essa estatística alarmante contrapõe-se a outra  mais alentadora: de cada 18 pacientes acometidos pelo mal, apenas um morrerá pela doença. A sobrevida se deve a tumores indolentes, sem progressão significativa, e a ações médicas reparadoras.

FREQUÊNCIA E FATORES DE RISCO

A etnia e a predisposição genética são duas condições que aumentam os riscos de contrair a doença. Em homens orientais, por exemplo, a freqüência é de 70% menor do que a média. Já os negros têm o dobro da incidência e, neles, o tumor costuma ser mais agressivos. Quando o pai ou o irmão são portadores do mal, a possibilidade de aparecimento da doença aumenta entre duas e cinco vezes. Nesses casos, o tumor manifesta-se em idades mais precoces. Por isso, homens com histórico familiar devem realizar exames preventivos a partir dos 40 anos, e não após os 45 anos, como recomendado de uma forma geral.Pouco se sabe sobre os fatores cotidianos de risco do câncer de próstata. A obesidade, vasectomia e excesso de atividade sexual, citados como possíveis fatores, não parecem ter vínculo com a doença. Contudo, como o tumor em homens obeso costuma evoluir de forma mais rápida, a prática de exercícios regulares é fortemente sugerida. 

DIAGNÓSTICO 

O exame de toque e as dosagens de PSA, proteína produzida pela próstata, são as duas formas mais comum de diagnóstico, e devem ser feitas conjuntamente. Conhecendo-se as taxas de PSA no sangue e o resultado do toque, tabu para muitos homens, vale ressaltar que o procedimento é rápido e indolor. Recentemente, novos exames vêm sendo testados, como o PCA3, e podem auxiliar o raciocínio médico nos casos de valores duvidosos do PSA.  

TRATAMENTO

Em indivíduos com poucos anos de perspectiva de vida, os casos indolentes de câncer da próstata não precisam ser tratados. Já em homens mais novos ou quando a doença é agressiva, a terapêutica é selecionada em função da extensão do câncer. Os pacientes com doença restrita à próstata são tratados com cirurgia (prostatectomia radical) ou radioterapia. Já os tumores que se estendem para outros órgãos são controlados com medicações hormonais, orientação também para os casos mais simples, que não precisam de terapêutica radical. Em todos os casos, a melhor forma de tratamento é sempre decidida em conjunto, pelo médico e pelo paciente. 

PREVENÇÃO

Alguns estudos sendo realizados para entender o papel da dieta e suplementos na prevenção do câncer de próstata, mas os resultados ainda são inconclusos. De qualquer maneira, novas drogas vêm sendo pesquisadas. Uma delas é a abiraterona, recentemente testada na Inglaterra, em pacientes com formas agressivas da doença e mostrou intensa atividade antitumoral. Com baixa toxicidade, a droga fez a doença regredir em quase 70% dos pacientes. Já disponível no mercado, constitui uma esperança real na luta contra o mal.

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